Daí é isso, um “blog” sobre música. Primeiro post, é claro, me sinto na obrigação de ser um pouco mais pessoal, inaugural, sei lá. Falar sobre mim não dá certo, então pensei em escolher um álbum especial para começar. E pra ser especial de verdade, não dá pra ser um lançamento. E olha que esse semestre começou com grandes surpresas no que diz respeito à música: Björk voltou a fazer música boa, Tori Amos descobriu que pode brincar com guitarras, Nine Inch Nails entrou na campanha ambientalista e o Manic Street Preachers pegou a Nina Persson emprestada pra gravar um single. Mas, sejamos francos: não deu tempo de nenhum desses álbuns, por mais ricos que sejam, se tornarem especiais pra mim – eu não sou uma chimpanzé volúvel.
Enfim, decidi que era um bom momento pra prestar homenagem a uma banda que já acabou, que nem todo mundo conhece – e a idéia aqui é divulgar material bom na opinião humilde desses primatas umbiguistas – e que fez muita coisa legal enquanto durou. Me refiro a um grupo de rock/pop (e às vezes folk) belga que começou como uma dupla de irmãos nada megalomaníaca. A formação cresceu, o nome mudou e o K’s Choice se consolidou com cinco membros e os vocais roucos de Sarah Bettens. O segundo álbum, Paradise in Me, emplacou o hit internacional “Not An Addict”. Deu pra notar pelos títulos que eles cantam em inglês, né? Mas, enfim, é do trabalho seguinte, Cocoon’s Crash (1998), que venho falar.

1. Believe
2. In Your Room
3. Everything For Free
4. Now Is Mine
5. Butterflies Instead
6. If You’re Not Scared
7. 20.000 Seconds
8. Too Many Happy Faces
9. Cocoon Crash
10. Hide
11. Freestyle
12. Quiet Little Place
13. God In My Bed
14. Winners
O conjunto de 14 faixas pode não trazer a maturidade lírica que o próximo e último trabalho inédito da banda, Almost Happy, apresenta. Pode não ter um conceito incrível, ou uma complexidade artística experimentalóide. Não. Este é um álbum simples, puro, sem grandes firulas. Notável justamente pela sua simplicidade de temas – entenda que por “simples” eu não quero insinuar que são temas pouco importantes, muito pelo contrário – e musicalidade agradável. As letras tratam sobre coisas bastante mundanas, como o universo infantil dos bichinhos de pelúcia ou um coração partido, mas sem aquela pretensa superioridade que certos artistas adoram. São palavras simples, só que arrumadas de uma maneira particular que ninguém tinha feito antes. As sacadas espertinhas tendem a aparecer nesse meio de caminho. “Tomorrow i was nothing / yesterday i’ll be / time has fooled me into thinking it’s a part of me” (Believe)
As músicas transitam entre o peso agressivo das guitarras – Hide, Everything for Free – e a leveza dedilhada de violões – 20.000 seconds, Winners, Quiet Little Place. O grande destaque vai para os vocais de Bettens, sempre harmônicos daquele jeito meio aveludadinho “me aqueça nesse inverno”. Às vezes melancólico, às vezes otimista, Cocoon Crash é sinal de que a banda finalmente encontrou seu som e equilíbrio (quem sabe até emocional). Pena que acabou.
Essa faceira macaca aprova e dá cinco balões para esse álbum, que você pode baixar aqui, se prometer que não vai ficar guardando ele no seu HD. Sério. Depois não digam que eu não avisei. E prometo que os trocadilhos infames com macacos vai diminuir… Eventualmente.
Faixas preferidas: Believe, 20.000 Seconds, Winners.
é isso aí, macacada!
e prometo que os trocadilhos infames com macacos não vão diminuir!
maravilhoso!
p.s. prometo não gurdar no hd
vou passar para um cd.
winners é a MAIS linda.
aww.
agora sim eu… primata menos evoluída musicalmente poderei me aproveitar dessa tão evoluída!
=D
mas um espaço pra eu te ler e conhecer coisas boas!
*-*
nós primatas agora temos a força que faltava!
*-*
=D